Chega
um momento da nossa vida cristã em que ir à Igreja passa a ser um hábito a que estamos
acostumados. Domingo de manhã tem EBD e uma mensagem, pela tarde tem o ensaio
do ministério de louvor e voltamos quando já é noite para o culto de cunho mais
evangelístico. Para quem cresceu ou tem esse tipo de frequência constante na
Igreja, é muito estranho faltar um domingo, parece que falta algo, nos sentimos
incompletos e com saudade dos irmãos.
Igreja
é comunhão também, porém será que essa “rotina” que fazemos toda semana não nos
está afastando de Deus? Você deve estar se perguntando: “Como assim?! Ir a Igreja pode nos afastar do
Senhor??”. Claro que não! Mas levar
a Igreja como “hábito” é entrar em uma via perigosa que pode nos esfriar o
espírito. O que estou querendo dizer aqui é que muitas vezes nós vamos para os
cultos porque sempre fazemos isso. É algo que já esta dentro da gente, que o
nosso cérebro já está certo que vai acontecer.
Entretanto,
ir para a casa de Deus não é apenas ir para a casa de Deus. É um local de culto,
de adoração, a sua essência não pode se perder no meio do hábito. Com certeza,
alguma vez na vida, todos nós fomos para o culto, assistimos, cantamos, oramos,
porém nada mudou, nada aconteceu, foi como ir para um lugar porque o seu corpo
sempre vai para aquele lugar. Porém a mente está afastada, o coração longe.
A
verdadeira adoração realmente começa quando o culto dentro de nós começa.
Lembrando que culto é homenagem à divindade; veneração; adoração. Quando
entramos no templo dispostos a nos concentrar totalmente em Deus, esquecer os
nossos problemas ou qualquer coisa, na maioria das vezes boba, que venha
tirar a nossa atenção no meio da mensagem, por exemplo.
“Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade.
Pois são esses que o Pai quer que o adorem. Deus é Espírito, e por isso os que
o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade”
João 4:23, 24
João 4:23, 24
É isso!
Adorar em espírito e em verdade. Em espírito, para que possamos sentir a
presença do Deus altíssimo, não apenas cantar louvores, fechar os olhos durante
a oração ou olhar fixamente para o pastor durante a mensagem. Mas adorar com o
espírito, para que ele possa se saciar na glória de Jesus, para podermos ter
essa alegria que vem do Senhor!! E devemos adorar em verdade porque Deus é
onisciente e sabe tudo que é real ou falso. O irmão que está do nosso lado não
faz a menor ideia do que você está sentindo quando canta com as mãos
levantadas, quando chora durante o culto... Mas o Senhor sabe!
Davi, em 2 Samuel, passa pela
experiência de ter que construir um altar para o Senhor. Um servo então lhe
oferece o terreno para a construção e os animais para o trabalho, porém Davi
respondeu: “Mas o rei respondeu: Obrigado, não aceito. Eu vou pagar tudo isso. Eu
não vou oferecer ao Senhor, meu Deus, sacrifícios que não me custaram nada” 2Sam.
24:24.
Forte, não? Davi sabia o
verdadeiro significado do sacrifício para Deus, e não queria dar algo que fosse
fácil de conseguir, queria lutar, fazer alquilo valer o esforço e aí sim
entregar para o Senhor! Essa deve ser a essência não só dos nossos domingos,
mas de toda nossa vida! O culto dentro de nós só irá começar quando a
verdadeira adoração brotar, e isso exige sacrifícios, principalmente o do nosso
“eu”.
Oremos para ter forças de negar
as nossas vontades e para fazer parte do verdadeiro culto!