1 de abr. de 2013

Quando começa o culto?



                Chega um momento da nossa vida cristã em que ir à Igreja passa a ser um hábito a que estamos acostumados. Domingo de manhã tem EBD e uma mensagem, pela tarde tem o ensaio do ministério de louvor e voltamos quando já é noite para o culto de cunho mais evangelístico. Para quem cresceu ou tem esse tipo de frequência constante na Igreja, é muito estranho faltar um domingo, parece que falta algo, nos sentimos incompletos e com saudade dos irmãos.
                Igreja é comunhão também, porém será que essa “rotina” que fazemos toda semana não nos está afastando de Deus? Você deve estar se perguntando: “Como assim?! Ir a Igreja pode nos afastar do Senhor??”. Claro que não! Mas levar a Igreja como “hábito” é entrar em uma via perigosa que pode nos esfriar o espírito. O que estou querendo dizer aqui é que muitas vezes nós vamos para os cultos porque sempre fazemos isso. É algo que já esta dentro da gente, que o nosso cérebro já está certo que vai acontecer.
                Entretanto, ir para a casa de Deus não é apenas ir para a casa de Deus. É um local de culto, de adoração, a sua essência não pode se perder no meio do hábito. Com certeza, alguma vez na vida, todos nós fomos para o culto, assistimos, cantamos, oramos, porém nada mudou, nada aconteceu, foi como ir para um lugar porque o seu corpo sempre vai para aquele lugar. Porém a mente está afastada, o coração longe.
                A verdadeira adoração realmente começa quando o culto dentro de nós começa. Lembrando que culto é homenagem à divindade; veneração; adoração. Quando entramos no templo dispostos a nos concentrar totalmente em Deus, esquecer os nossos problemas ou qualquer coisa, na maioria das vezes boba, que venha tirar a nossa atenção no meio da mensagem, por exemplo.
“Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade”
João 4:23, 24
                É isso! Adorar em espírito e em verdade. Em espírito, para que possamos sentir a presença do Deus altíssimo, não apenas cantar louvores, fechar os olhos durante a oração ou olhar fixamente para o pastor durante a mensagem. Mas adorar com o espírito, para que ele possa se saciar na glória de Jesus, para podermos ter essa alegria que vem do Senhor!! E devemos adorar em verdade porque Deus é onisciente e sabe tudo que é real ou falso. O irmão que está do nosso lado não faz a menor ideia do que você está sentindo quando canta com as mãos levantadas, quando chora durante o culto... Mas o Senhor sabe!
Davi, em 2 Samuel, passa pela experiência de ter que construir um altar para o Senhor. Um servo então lhe oferece o terreno para a construção e os animais para o trabalho, porém Davi respondeu: “Mas o rei respondeu: Obrigado, não aceito. Eu vou pagar tudo isso. Eu não vou oferecer ao Senhor, meu Deus, sacrifícios que não me custaram nada” 2Sam. 24:24.
Forte, não? Davi sabia o verdadeiro significado do sacrifício para Deus, e não queria dar algo que fosse fácil de conseguir, queria lutar, fazer alquilo valer o esforço e aí sim entregar para o Senhor! Essa deve ser a essência não só dos nossos domingos, mas de toda nossa vida! O culto dentro de nós só irá começar quando a verdadeira adoração brotar, e isso exige sacrifícios, principalmente o do nosso “eu”.
Oremos para ter forças de negar as nossas vontades e para fazer parte do verdadeiro culto!